samedi 7 mai 2011

Consegues ouvir?


Era sempre a mesma música que tocava sem parar, mais e mais... Designei um responsavel, atribui-lhe culpas, ignorei a verdade e pensei principalmente naquilo que me dava jeito ver. E realmente era impressionante como me sentia bem ao sair triunfante de uma guerra que nem me pertencia sem perceber que a verdadeira guerra que me destruia ainda batalhava na minha cabeça. Gritava sem motivo aparente e acabei por ver que ja não tinha com quem gritar. Queria tanta coisa no inicio e agora so queria o que não posso ter, ou aquilo que ja tive mas que desperdicei por mera estupidez e arrogancia. Agora, tenho constantemente frio, recordações de cheiros que me dão tonturas, rostos sublimes que não quero esqueçer mas que também não quero relembrar. Apenas queria que percebesses que um unico beijo doce nos poderia ter aberto portas que nunca sonhariamos que pudesssem ser abertas. Se eu te contar uma história, conseguirias acreditar?

vendredi 22 octobre 2010

Outono.



Agora, depois de tantos meses, de tantas saudades, de tanta ilusão, ainda não percebo os porquês desta história.
Sonhei várias noites que tudo isto era uma compensação para um fim feliz mas o fim veio meio cedo do que aquilo que eu andava a prever, e de feliz, não teve nada.
Talvez seja melhor assim, que as folhas voem com destinos diferentes sem se acumularem todas num mesmo sitio.
Sempre pensei que após esta mudança, que o meu sorriso voltaria a brilhar mas não chegou o momento, ainda não...
Vejo que la fora esta um mundo frio, com cores escuras que pouco variam, as árvores dançam e as folhas caem, tranquilas, solitárias.
Gosto de estar fechada, longe de esta vida vida que vejo pelo vidro, longe das distâncias impossiveis de superar. Não é o facto de estar-mos longe, é o facto de existir uma indiferença do longe, uma eterna distância que nos separará sempre sem que eu possa interferir.
Assim, vou voar para longe, longe destes pensamentos, longe da vida de fora...

samedi 10 juillet 2010

Just smille... Forget.


Abri as cortinas do meu quarto e iluminei as paredes verdes do meu refugio com raios ofuscantes como não vira ha meses.
Era a primeira vez numa semana que aquelas cortinas estavam abertas, as paredes brilhando e o meu sorriso inscrito outra vez.
Como é simples sorrir, como é simples rir, como é dificil de ter vontade para isso.
A palmeira a frente do meu quarto balançava ao sabor do vento e as folhas escuras dançavam sem pausas e sem receios. Como eu gostava de olhar para elas. Eram tão simples.
Mal me sentei, nem tive tempo de inspirar correctamente, recebi um e-mail e o meu computador emitiu o tradicional "Bip", estava a espera ha ja bastante tempo, mas era ele.
As folhas pararam de mexer, o vento voou para norte e o meu corpo solidificou, tudo parou.
A minha mão alcançou o rato com receio e abri o e-mail. Li, voltei a ler e li outra vez.
Era o tradicional e-mail que me derrete, palavras seguidas numa linha que dificultavam os meus nervos a voltarem a estarem calmos.
Não sei, nunca sei o que pensar de tudo, o que pensar, o que sentir, o que responder...
Não respondo. Esqueci-me. Finjo que me esqueci. Dor.
"Não és diferente. Uma grande amizade que se manifesta. Amigos, ha muitos. Palavras queridas, chegam para todos." Sempre assim. Sempre a pensar da mesma maneira.
Porque pensando de maneira diferente, queimo-me as asas e volto a bater no chão. Como doi cair e voltar a cair quando se pensa que se esta a flutuar.
"Não tenho tempo para te responder. Não tenho computador para te escrever. Não tenho nada para te dizer. Não sei como te falar" Sempre as mesmas desculpas, responder custa-me.
Smille.
Claro. Sempre. Evito de dizer a parte de que sorrir é para quem quer sorrir e tem quem faça sorrir.
Eu começo a duvidar. Não sei bem. Acho que nunca soube. A tristeza de ser ignorante. Sou ignorante. Não tenho quem me impeça do ser.
Falo. Não tenho motivos para não o fazer.
Mas não falo por falar. Falo porque tenho de falar e porque quero falar. Falas porque? Não me digas, até gosto de ser ignorante e de não me queimar as asas.

lundi 5 juillet 2010

Mais do que possas perceber.


Sempre gostei estar deitada numa cama grande toda desarrumada, cheia de mantas e de almofadas.
Quando é para ir dormir, ponho os phones nos ouvidos a ouvir as minhas musicas de quando tenho necessidade de pensar em alguém em particular.
Ha dias que penso sempre so por pensar, que me lembro de coisas que normalmente não me teria lembrado. Devo de estar louca.
Quando estou triste, deito-me debaixo de quilos de tecido e afogo-me no meio dos lençois e das caixas de lenços tamanho familiar.
E as lagrimas caem como se fosse normal chorar, como se fosse util. Ao tempo que o pai natal ja não passa e deixa pendas à frente da minha chaminé... Bons tempos.
Mas depois volta sempre aquela musica que me da a volta a cabeça e que me conduz até à varanda, até a luz do dia e ao calor do sol que me seca as lagrimas e puxa um sorriso forçado.
Os problemas batem contra a parede e caem pela varanda, do 5 andar até se afundarem nos canteiros de flores.
Mas o problema é quando decido mandar com a musica pela varanda, ver as notas musicais a deslizarem pelas paredes gastas e mal estimadas, levando recordações.
O refugio volta a ser opção, o chorar volta a ser um habito, o não falar volta a ser rotina.
Gostaria de poder dizer tudo, sem que haja palavras a debaterem-se na garganta para voltarem a desaparecer.
Mas para mim, mais vale uma coisa não dita que um eterno remorso que destroi a dignidade que me resta.
Teremos que aprender a fazer escolhas, e as escolhas custam.

mardi 29 juin 2010

As cores da minha folha


Gosto de pintar.
Cada traço da minha vida é delimitado por um fino traço de carvão que eu faço deslizar na minha folha ainda em branco.
Tremido e incerto, sem nocções do inicio ou do fim. Complicações.
Usar uma régua é deixar alguém escolher por mim. Gosto de aprender a orientar-me no vazio, decidir por mim propria se o caminho é certo ou não, gosto de quebrar os limites, gosto de sentir os cheiros proibidos que proibem os cheiros comuns, gosto de olhar incertamente para a minha folha e saber que ainda nada esta escrito, talvez seja por isso que o meu panorama de vida se ausenta quando fecho os olhos.
Mas ha sempre um deslize, uma fase apagada da linha que nos deixa sair de onde não podemos sair.
Num campo de guerra, preto das cinzas, morto pelos homens, esquecido por quem deve lembra-lo, ha sempre uma flor que nasce, que traz vida, que da esperança e faz sorrir.
Poderia uma semente germinar onde não existe semente? A semente é cortada pelas suas flores que vivem, por quem tem inveja de não poder viver.
Pego num pincel num dia de manha e crio palcos para as minhas representações, palcos para as minhas fantasias, pessoas para representarem os seus papeis e criarem a sua historia e escreverem na sua folha.
Grito por gritar, porque quero ter aquilo que todos os meus gritos não me sabem dar. Porque quero me levantar de manha e saber que ao abrir a porta tenho um sorriso que me espera, um beijo que me lembra o quanto sou importante.
A importancia não se mede aos palmos, a importacia sente-se quando ves a porta a abrir com os sonhos a baterem suavemente.
Lutar para realizar os sonhos, não vale de nada, tenho que escrever na minha folha, pintar cada dia com as minhas cores, expandir os meus desejos de queres.
A verdadeira luta é não deixar a porta fechar e encontrar o sorriso atras dela.

jeudi 24 juin 2010

Liberdade inconfundivel


Ao abrir a janela numa manha fresca, tive a estranha reacçao de inspirar ferozmente a brisa matinal que se oferecia a mim.
Eram aromas delicados que flutuavam no ar guiados por uma sinfonia suave que o vento criava e expandia até onde o olfacto pode alcançar.
Nunca me tinha lembrado de me sentar à varanda e fechar os olhos à espera que algo acontecesse, mas foi o que eu fiz.
De uma maneira estranha, as manhãs acetuam as vivências de uma pessoa... Os momentos mais marcantes de uma vida, os desejos mais secretos de uma alma, a sensação e liberdade.
Nem sempre acredito no que vejo, às vezes penso que ha coisas e gente demasiado perfeitas para existirem, mas, ali sentada de pernas cruzadas e de cabelo ao vento, sei que os defeitos existem sempre mas que eu é que não os quero ver.
O que teria sido um diamante se o chão estivesse coberto deles? Teria sido apenas mais uma pedra que mandamos para o rio para ver até onde vai.
A essencia das pessoas baseia-se na raridade e no espanto de ver e de descobrir.
Talvez haja diamantes em todo o lado, talvez ainda não tenhamos procurado no sitio certo, talvez esteja mesmo à nossa frente a cada dia que passa...
Mas que interessa isso?
Durante muito tempo procurei diamantes, buscando em sitios de calor ardente e de frio desesperante, mas agora sei, olhando para cima e fechando os olhos mais uma vez, que a minha alegria não esta em ter um diamante mas em conheçer aqueles que para mim valem bem mais.
A minha felicidade reside numa pedra da calçada que brilha honestamente.
Especialmente dedicado à Marina que sera sempre preciosa de qualquer ponto de vista.