vendredi 22 octobre 2010

Outono.



Agora, depois de tantos meses, de tantas saudades, de tanta ilusão, ainda não percebo os porquês desta história.
Sonhei várias noites que tudo isto era uma compensação para um fim feliz mas o fim veio meio cedo do que aquilo que eu andava a prever, e de feliz, não teve nada.
Talvez seja melhor assim, que as folhas voem com destinos diferentes sem se acumularem todas num mesmo sitio.
Sempre pensei que após esta mudança, que o meu sorriso voltaria a brilhar mas não chegou o momento, ainda não...
Vejo que la fora esta um mundo frio, com cores escuras que pouco variam, as árvores dançam e as folhas caem, tranquilas, solitárias.
Gosto de estar fechada, longe de esta vida vida que vejo pelo vidro, longe das distâncias impossiveis de superar. Não é o facto de estar-mos longe, é o facto de existir uma indiferença do longe, uma eterna distância que nos separará sempre sem que eu possa interferir.
Assim, vou voar para longe, longe destes pensamentos, longe da vida de fora...